sábado, 26 de abril de 2008

A lenda do Guaraná

Segundo a lenda, o Guaraná nasceu dos olhos de um indiozinho da tribo Maué, morto pelo índio Jurupari, espírito mau e invejoso. A tribo Maué ficou desconsolada e não acreditava no que havia acontecido. Do céu veio um raio, enviado por Tupã, que interrompeu as lamentações de todos: teriam que retirar os olhos do pequeno índio e plantá-los para que deles nascesse uma planta sagrada para saciar a fome, o cansaço e doenças dos Mauenses. A cova foi regada com lágrimas de todos da tribo e em seguida os olhos foram enterrados. Ali nasceu o primeiro pé de Guaraná.

O Guaraná – que na língua indígena significa “o início de todo o conhecimento” – é cultivado há centenas de anos na Amazônia Brasileira, na região próxima ao Rio Tapajós e Rio Madeira, que corresponde à terra ancestral dos índios Sateré-Mawé.

Somente no século XVIII, o Guaraná foi classificado pelo botânico alemão Christian Franz Paullini como Paullinia cupana, variedade Sorbilis. Os Sateré-Mawé são hoje uma tribo de cerca de 8.000 pessoas que vivem em 80 aldeias no norte do Brasil. Eles não cultivam o guaraná no senso clássico da palavra, seu sistema é melhor descrito como “semi-domesticação”. Colhem as sementes que caem das árvores de guaraná na floresta, e plantam-nas nas clareiras, onde são regadas pela chuva e precisam de cuidados mínimos. Na floresta, o guaraná pode crescer até 12 metros. As flores brancas das árvores crescem em longos cachos, com a forma de espigas de milho. Quando amadurece, as flores dão lugar a cachos de frutas vermelhas, que se abrem levemente para revelar a semente preta na polpa branca. O guaraná é colhido imediatamente antes de amadurecer (informação Google).

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